A primeira vitória da imprensa livre e da sociedade no caso ASA
Mas, sr. Aníbal "Censor" Diniz.... "suspensão de contrato"... não é igual a "anulação de contrato"...cumpra, de verdade, as determinações do MPE
Agora, o crime deve ser exemplarmene punido...
Folha de São Paulo ( 10/09/2005)
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Promotores pedem anulação de instrumento que teve valores elevados em 735% e sofreu 15 aditivos desde 2001
Contrato reajustado de maneira irregular é suspenso no Acre
FERNANDO CANZIAN
DA REPORTAGEM LOCAL
FERNANDO RODRIGUES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O governo petista do Acre decidiu suspender um contrato de publicidade cercado de suspeitas de irregularidades e que vinha sendo renovado e reajustado de forma ilegal desde 2001.
Em quase cinco anos de vigência, o contrato, com a empresa Asa Comunicações, de Belo Horizonte, foi reajustado em 735%, contrariando vários aspectos da Lei de Licitações (8.666).
Por meio de 15 aditivos, o contrato inicial, de R$ 4 milhões, atingiu um valor total de R$ 29,4 milhões. O instrumento teve um último reajuste, de R$ 2 milhões, determinado pelo governo do Acre no início de setembro.
Após a constatação de várias irregularidades, inclusive neste último aditivo, uma dupla de promotores do Acre pediu a anulação total do contrato.
O pedido, segundo o secretário de Comunicação do Acre, Aníbal Diniz, será atendido e o governo estadual deverá abrir uma nova licitação na próxima terça-feira para contratar, em novos termos, outra agência de publicidade.
As irregularidades apontadas no contrato entre o governo do Acre e a Asa Comunicações foram objeto de duas reportagens da Folha, que revelaram problemas na renovação do instrumento e no acréscimo de novos valores.
A primeira reportagem sobre o assunto, em junho, mostrou que o contrato já contava com 13 aditivos que extrapolavam os valores permitidos pela Lei de Licitações.
Sem transparência
Instado a fornecer à Folha as datas e valores de cada um dos aditivos contratuais, o governo do Acre, que tem à frente o petista Jorge Viana, recusou-se terminantemente a atender a reportagem por mais de duas semanas.
Sem a ajuda estadual, a reportagem obteve de outras fontes, em julho, os valores de cada um dos reajustes e constatou que os aditivos eram freqüentemente publicados no Diário Oficial do Estado com meses de atraso -quando o prazo legal é o 5º dia útil do mês seguinte ao da sua assinatura.
A prática de atrasar as publicações, segundo especialistas da área de licitações, geralmente visa esconder do público eventuais irregularidades e criar ""fatos consumados".
Para pedir a anulação do contrato e de seus respectivos aditivos, os promotores Danilo Lovisaro do Nascimento e Alessandra Garcia Marques se basearam em quase todos os questionamentos feitos pela Folha à época das reportagens.
Segundo o secretário acreano Aníbal Diniz, o contrato, cujos aditivos o mantinham ativo até dezembro de 2006, será suspenso a partir da próxima semana. ""Não vamos até o final. Haverá um edital público chamando várias empresas para a nova concorrência."
Para não esquecer publico de novo..rsss... o último parágrafo da Recomendação dos promotores:
"Deve ser, por derradeiro, salientado que o atendimento desta Recomendação se dará sem prejuízo do prosseguimento da apuração em curso nos autos da Investigação Preliminar nº 714/01 e do ajuizamento de todas as providências legais cabíveis."
Punição aos culpados e ressarcimento do dinheiro público.. Sem operação abafa ou acordão!... Queremos Acórdão judicial!... rsss





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